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Depoimentos

Depoimentos

Revista Metrópole de Campinas – Correio Popular – 29.01.2006

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Carta ao Leitor
Lee Albrecht tem muitos admiradores. Mas seu nome ainda não é suficientemente conhecido, pelo menos não como mereceria. Pois essa mulher tem um trabalho singular. Ela é uma bordadeira refinada, que fez da sua arte um projeto maior. Numa espaçosa casa no Cambuí, Lee reuniu todo o seu conhecimento e acervo sobre o assunto. Um Acervo está nascendo. “Ao visitar esse espaço, entende-se com clareza o significado da frase que ela profere com espontaneidade: O bordado é a linha que conecta as mulheres em todos os séculos de nossa história.”
Suzamara Santos e Valéria Forner – Editoras da Metrópole de Campinas – Correio Popular – 29.01.2006

 Diário do Povo 08.08.2008
Talento e Superação de uma artesã
¨Bordar é superar limites invisíveis e intransponíveis¨

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Tomo o bordado como missão designada por Deus e peculiar desafio às limitações. Mas foi preciso certo tempo até que compreendesse que as mãos que hoje bordam precisa e delicadamente ponto a ponto são instrumentos. Descendente de mãe alemã, nasci em Nova Odessa, terra de imigrantes letos. E foi lá, ainda menina, com minhas tias que aprendi minha primeira técnica: o ponto cruz. Elas preenchiam os vãos do tempo bordando e adornando a casa, de forma harmoniosa, com pequenos objetos ricos em detalhes. Todos observados por meus olhos apertados de miopia que, ironicamente, me permitem ver além. Por conta da perda prematura de meu pai, comecei a trabalhar cedo e fui parar numa tecelagem em Americana. Ali, me encantei ao ver linhas agitadas e tecidos nascendo. Mais velha, já em Campinas, onde me graduei em Ciências Contábeis, tive o primeiro contato com revistas importadas como Burda a técnica de Hardanger. Daí em diante, cada nova técnica se tornava um desafio maior e dizia a mim mesma: “Um dia vou bordar isso¨. No meio da ansiedade, já formada, foi convidada a trabalhar numa instituição bancária, que não por acaso, me poria a fiar definitivamente. Por conta de uma doença crônica, perdi os movimentos das mãos e tive que passar por milhares de consultas médicas em sete anos de tratamento. Obstinada, ponderei: ¨E quando sou mais fraca que sou forte¨, como dizia Paulo, o apóstolo. Então aprendi sobre ajour, assis, pedraria, blackwork e mais. Depreendi que era astuta, também para ensinar. Até 2002, bordei para remir o tempo e enfeitar minha casa. Depois quis partilhar esses ricos objetos de superação com outras pessoas e idealizei o Espaço Lee Albrecht Designs. Queria dar cursos, expor bordados, livros e até objetos de família como o avental bordado por tia Erna Albrecht na travessia de navio que ela fez ao migrar para o Brasil, em 1927. E eu o fiz. Não me arrependo. Desde 2005, em cada canto desse verdadeiro centro cultural, ensino alunos de 20 a 90 anos, oriundos de todos os cantos (pra nossa sorte) a preservar essa arte milenar.  Meus pupilos-amigos me recompensam com aulas de superação, coleção de dedais angariados pelo mundo (sempre) com a plenitude. – (em depoimento à repórter Érica Araium)

Prefácio para o Livro Flores no Jardim de autoria Lee Albrecht – Outubro 2008

livro

A arte de bordar se mistura com a de viver. Enxergar, tocar, sentir e ficar com a vontade irresistível de escolher tecidos, misturar cores e criar.

No bordado, assim como na vida, mesmo tentando ser igual, o resultado nunca é o mesmo. É possível errar e tentar bordar por cima.  Fazer um novo bordado ao lado que retire a atenção dos erros anteriores. Desmanchar, começar de novo, escolher outras cores, outros fios e outros caminhos. O tecido pode ficar com cicatrizes grandes ou pequenas e a linha nunca será a mesma, afinal desmanchar e começar de novo não pode passar despercebido. Às vezes o defeito está lá e ninguém vê. Após algum tempo até nós mesmos esquecemos dele. Então mais importante que o quadro, a blusa, a toalha é a história que o colocou ali.

Como criança que vai começar a andar, ao meu lado estava a orientadoras, com olhos e mãos, apoiando e ensinando, deixando cair, errar, desmanchar, levantar, começar, continuar e ver que o final mesmo não sendo perfeito, foi recompensador, porque o caminho foi sempre o melhor de tudo. Assim foi a Lee, amiga e professora em todos os momentos, pois concordo com Brecht que o amor é a arte de criar algo com a ajuda e a capacidade do outro.

Regina Peres – Médica Pediatra e aluna

Bordar em um prazer!

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Bordar é um prazer! … e na correria do dia a dia, poder parar para se concentrar em fazer algo bonito é uma terapia!

Surgem da delicada mistura de fios e tecidos, obras de arte que se tornam presentes para quem amamos ou enfeites para nossa casa que passam de geração em geração na família.


Tive a oportunidade de visitar uma famosa escola de bordado em Toquio e pude observar que a qualidade de material que utilizamos e a beleza do design de Lee Albrecht em nada ficam a dever. Também impressionam no trabalho da Lee a maestria no domínio de várias técnicas de bordado, a elegante combinação de cores e os anos de paciência e dedicação ao ensino do bordado como arte. É um privilégio ser sua aluna! Fernanda.

 

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