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Textos

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“A história do bordado acompanha há muitos anos a história das mulheres. Os bordados trazem as marcas de mulheres em diferentes espaços-tempos, alinhavada por um tempo feminino, bordado com gestos, realçado com amor, saudade, solidão, necessidade, possibilidade e exploração…
Bordar é um trabalho com muitas marcas do feminino.
Para tecer é preciso ter paciência para que o tempo esteja a seu lado. Sensibilidade para fazer uma escolha harmoniosa de cores e fios. Persistência, pois é um trabalho demorado.”

MÃOS, CORAÇÕES,CENTAUROS, SALMÃO – Para ler esse texto, clique aqui

Avram Noam Chomsky, professor de Lingüística em Massachusetts, afirma que as línguas se perdem se avós e netos não as puderem falar uns com os outros. O mesmo se pode dizer das artes e ofícios… A Bíblia, Homero, Ésquilo, a cultura hebraica e helênica, todos enaltecem os bordados femininos. E, mais uma vez, fiquei maravilhada com esta continuidade através do tempo, este conhecimento da cultura passado de geração em geração, através de milhares de anos, estabelecendo ponte entre Continentes.”

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O marido da minha aluna Wânia, é poeta e através de seus bordados, inspirou e escreveu uma Poesia sobre bordados.

   Bordados

A forma de Bordar
Da mãe que ensina a menina
Dentro do seu próprio lar
Tem a marca feminina.

Agulhas, linhas, tecidos,
Fazem parte do aprendizado,
Para tecer com destreza
Pontos simples de bordados.

Mulheres bem entendidas
Deixaram este legado.
Para a cultura vivida,
Através de seus bordados.

Peças de valor artístico
Cruzando o imaginário
E desvendando segredos
Fazem parte do cenário

Que mostra toda a beleza
Desta arte centenária
Das mulheres e suas vidas
Em suas lutas diárias

Para manter as famílias
Com amores e afeições
Elas bordam nos tecidos
O que sentiam em seus corações.

Francisco Alvarenga Campos.

Prefácio do Livro “Enciclopédia DOS TRABALHOS FEMININOS”

O Prefácio escrito por Thérèse de Dillmont, mostra a precupação em 1886 de deixar os conhecimentos de bordado  adquiridos ao longo dos anos em uma publicação completa sobre o Bordado.
 Essa mesma preocupação nos leva depois de 125 anos, a fazer uma página na Internet, divulgando nosso conhecimento sobre o Bordado.

14.Biblioteca

Livro escrito por Thérèse de Dillmont, em 1.886, a pedido do Grupo DMC, empresa francesa tradicional na fabricação de linhas desde 1746.

Prefácio

“Considerando que até o dia de hoje, não existia nenhuma publicação contendo um acervo completo dos trabalhos conhecidos sob o nome de “trabalhos com agulhas” ou “trabalho de damas”, decidimos publicar, na presente Enciclopédia, o resumo dos conhecimentos que adquirimos através de anos de prática constante, com a esperança de poder oferecer às mulheres que possuem o gosto por este gênero de trabalho, o meio de praticar, aprendendo sozinhas, cada aspecto da arte do bordado.
A obra apresentada hoje ao público é, aliás, o fruto de perseverantes pesquisas e de muito trabalho. Para que se possa entendê-lo melhor, bastaria salientar que nas figuras que complementam as explicações do texto, o modelo, a gravura, os clichês, tudo é inteiramente inédito. 
Além disso, foi somente graças aos cuidados dados às ilustrações, que conseguimos obter desenhos que reproduzem fielmente os trabalhos originais, contribuindo como desejado, para clareza e compreensão das explicações. Afinal, um trabalho como este não poderia evitar certa aridez, se nós nos limitássemos a uma simples exposição teórica. Acreditamos ter evitado este problema, enriquecendo a publicação com um grande número de modelos, alguns dos quais especialmente compostos para esta ocasião, e outros copiados de objetos de arte com grande pureza de estilo, oriundos de países e de épocas que produziram obras remarcáveis por seu valor e perfeição artística. Das coleções às quais tivemos acesso, pudemos tirar, livremente, tanto os modelos como os diversos gêneros de bordados que aí encontramos.
À primeira vista, a reprodução de alguns dos modelos pode parecer extremamente difícil, mas após uma leitura atenta e observação rigorosa das indicações e conselhos que as acompanham, rapidamente nossas leitoras se convencerão que esses modelos são, geralmente, de uma facilidade de execução surpreendente.
Para concluir estas reflexões, gostaríamos de exprimir a esperança de que este trabalho seja bem acolhido pelo público ao qual se destina. Esta será a melhor recompensa para o cuidado e o carinho que a ele dedicamos”.

                                                    Thérèse de Dillmont
                                                         (1846-1890)

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Até 12 de Junho de 2014